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Luciana Brasil - My Blog
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Sexo e poder são os principais atrativos para recrutamento de jovens para o tráfico

A sensação do poder armado e a conseqüente facilidade de conquistar mulheres são os grandes estímulos que levam crianças, adolescentes e jovens a entrarem para o tráfico, já que a atividade não rende mais financeiramente o que rendia há alguns anos. Essa é uma das principais conclusões da pesquisa "Meninos do Rio: jovens, violência armada e polícia nas favelas cariocas", lançada nesta segunda-feira no Rio de Janeiro. O estudo foi promovido pelo Unicef e coordenado pela cientista social Silvia Ramos, coordenadora do Centro de Estudos de Criminalidade e Cidadania (Cesec), da Universidade Candido Mendes.

Em entrevista exclusiva para o UOL, a autora contou que a capacidade das armas de atrair meninas - as chamadas "Maria Fuzil" - surgiu como um comentário constante nas entrevistas feitas com jovens, mães, lideranças comunitárias e técnicos de projetos sociais do Complexo do Alemão e de favelas e bairros da Zona Oeste do Rio. Além de sete grupos focais, reunindo 87 jovens, técnicos e mães, foi realizada uma pesquisa quantitativa executada por 14 jovens que entrevistaram 241 rapazes e moças de 14 a 29 anos.

Outra revelação do estudo é que as razões alegadas para a entrada no tráfico são as mesmas que as de saída ou não entrada. "A única coisa realmente comum a todos os jovens que ingressam no crime é a presença de grupos ilegais armados na esquina de casa", diz Silvia. Para a pesquisadora, enquanto durar o controle territorial por traficantes e milícias em favelas do Rio, alguns jovens, mesmo sem convicção, vão "experimentar a vida".

Veja abaixo trechos da entrevista, feita no final de semana no Rio de Janeiro.

O que estimula crianças e adolescentes a entrarem para grupos armados em favelas cariocas?
Silvia Ramos -Muitas vezes, as "causas" que explicariam porque um jovem entrou para o tráfico eram as mesmas que explicariam por que outro jovem não entrou. Famílias desestruturadas, falta de dinheiro, pais violentos, parentes envolvidos no tráfico... ouvimos de jovens que hoje estão na universidade que estas foram exatamente as razões para fugirem do crime e buscarem alternativas. As chamadas causas clássicas, sócio-econômicas, parecem hoje, mais do que em qualquer outro momento, muito frágeis para ajudar a compreender as forças que fazem de um trabalho que paga pouco e é perigoso ser ainda atraente para alguns.

Então o que os leva a correr tamanhos riscos?
Silvia Ramos -A capacidade das armas para atrair meninas surgiu como um comentário constante não só de traficantes, ex-traficantes e jovens de projetos, como de mães e assistentes sociais que trabalham com jovens nas favelas. Luiz Eduardo Soares e outros autores já tinham chamado a atenção para os aspectos simbólicos, ligados à afirmação e à visibilidade, envolvidos nas dinâmicas da violência armada. Mas certamente o que há de mais comum em todas as histórias é a presença, dentro da favela, na esquina perto de casa, de grupos armados ostentando armas e "mandando no pedaço". Como a "experiência", o "ir e vir", é uma característica da juventude contemporânea, experimentar a vida no crime poderia ser apenas uma passagem. Mas algumas vezes a passagem é fatal e esse garoto mata, morre ou vai preso.

Quais as principais conclusões do estudo?
Silvia Ramos -A conclusão principal é que é preciso ouvir os que estão no tráfico, os que saíram e os que trabalham no dia a dia das favelas com os jovens. Nós construímos estereótipos e certezas sobre o tráfico, as armas, as drogas e o crime, quando na verdade o mundo dentro dos grupos armados muda toda hora. Se quisermos entender o que está passando com esses meninos do Rio, precisamos ouvi-los. A segunda conclusão principal é: a única coisa realmente comum a todos os jovens que ingressam no crime é a presença de grupos ilegais armados na esquina de casa. Enquanto durar o controle territorial por traficantes e milícias em favelas do Rio, alguns jovens, às vezes sem muita convicção, vão experimentar "a vida", como eles dizem. Mas essa experiência às vezes é definitiva. Para o próprio ou para outro. O mesmo se passa com os carros, a velocidade, os esportes radicais, o risco e tantas coisas que "atraem" na juventude. Se não houver blitz, polícia, pardal e multa impedindo que um garoto pegue o carro do pai e acelere a 120 por hora numa curva, alguns jovens sempre vão "experimentar" essa sensação de perigo. E alguns vão matar e morrer.

Quem são as principais vítimas e autores da violência letal no Rio de Janeiro e qual a relação com o foco do estudo?
Silvia Ramos -Morrem 50 mil pessoas aproximadamente por ano no Brasil vítimas de homicídio. Nossa taxa de homicídios é a sexta maior do mundo, com 26 por 100 mil. Nossa taxa de homicídio de jovens de 15 a 24 anos é a quinta maior, chegando a 50 por 100 mil. No Rio de Janeiro, tomando apenas os jovens, a taxa ultrapassa os 100 por 100 mil. Quando olhamos apenas para os jovens do sexo masculino negros e pardos aos 23 ou 24 anos, a taxa de homicídios do Rio chega a 400 por 100 mil. No Rio, a morte violenta tem cara, cor e endereço: é um rapaz negro morador de uma favela, ou de um bairro da Zona Oeste, usando bermuda e boné. Os autores desses homicídios - ainda que não existam estatísticas para comprovar - são predominantemente jovens envolvidos em dinâmicas de grupos armados, em geral traficantes de drogas, que vivem nas favelas. Mas não só: no Rio, a polícia mata mais de 1000 pessoas a cada ano. Sempre nas favelas e bairros pobres. Por isso o foco do estudo foram as favelas e bairros da Zona Oeste do Rio.

O que se pode fazer para mudar esse cenário?
Silvia Ramos -Cabe ao governo e à polícia retirar os grupos armados que dominam áreas da cidade pelos fuzis e granadas. Cabe a nós, como sociedade, pensar em alternativas para rapazes que tiveram passagens pela vida de bandidos, em geral têm baixa escolaridade, mas desejam experimentar a "emoção de fazer parte da sociedade" ou de "andar livremente por Copacabana, Ipanema e Leblon, de cabeça erguida", como disse um jovem que saiu do tráfico e há um ano tem sua carteira assinada por meio de um projeto do AfroReggae. O AfroReggae está fazendo hoje, com mais de uma centena de jovens, aquilo que os governos deveriam se preocupar em fazer com milhares de garotos que estão nas favelas ou saindo das prisões.

Por que alguns saem do crime e outros não?
Silvia Ramos -Um disse que a namorada engravidou e ele precisava arrumar a vida. Outro disse que pensou na mãe, outro que viu um amigo sendo morto. Muitos disseram que a vida no tráfico é muito dura - 12 horas de trabalho, ganhando pouco, sob muito risco e ninguém fica rico. "A gente cansa, a ilusão acaba", disseram. O fato é que, com algumas exceções, quase todos os rapazes que hoje se encontram no tráfico aceitariam experimentar um emprego com carteira assinada e largar as armas. Poder circular livremente pela cidade é uma atração muito forte para garotos que têm armas, algum dinheiro e "fama" na favela, mas não podem levar a namorada ou o filho ao shopping mais próximo. Poder dormir uma noite inteira sem pensar que a polícia ou o "alemão" pode entrar, é
um sonho que os que estão segurando as armas referem permanentemente.

Existem jovens que vivem uma "vida dupla"?
Silvia Ramos -Essa é outra novidade que encontramos. As identidades não são sempre puras, como "traficante", "estudante", "trabalhador", "bandido" ou "otário". Alguns garotos quando voltam da escola trabalham algumas tardes da semana na "endolação" (embrulhando as drogas), alguns trabalham de dia numa empresa e à noite ou no fim de semana prestam serviços para a boca. Outros são traficantes profissionais, mas paralelamente têm seus negócios inteiramente legais na favela. Se os negócios derem certo, planejam "sair do crime". Em resumo, as identidades instáveis, mutantes - ou as trajetórias ioiô, como denomina José Machado Pais - e a recusa aos rótulos também ocorre atualmente entre jovens de favelas e não só entre jovens de classe média.

Como é a hierarquia e a dinâmica no tráfico?
Silvia Ramos -A situação do tráfico nas favelas cariocas é bastante heterogênea. Não há mais padrões salariais, hierárquicos ou funcionais rígidos e a mudança ocorre não apenas de uma favela para outra, mas de uma semana para outra na mesma boca de fumo. O que predomina na maioria das comunidades é uma sensação de instabilidade, com chefes sendo mudados às vezes em semanas e muitos garotos novos tendo "muito poder", segundo palavras de traficantes e ex-traficantes entrevistados. Outra mudança importante é a mistura da função de traficante e de assaltante. É comum, em algumas favelas, que o traficante "vá para a pista" roubar, quando o movimento das drogas está fraco. Isso no passado era inconcebível e poderia custar a vida de quem desobedecesse.

E o crack?
Silvia Ramos -Ouvimos muitas reclamações e comentários indignados, inclusive de traficantes, sobre a entrada do crack e o estrago e degradação que está causando em algumas áreas.

O que mais mata os integrantes de grupos?
Silvia Ramos -Quando imaginamos as mortes nos grupos ilegais armados, sejam traficantes ou milícias, pensamos em grandes confrontos, onde o opositor é um policial ou um bandido de outra facção. Mas na prática mortes acontecem o tempo todo dentro dos grupos, por ciúmes, inveja, tensões interpessoais, familiares, namoros e às vezes por brigas típicas de adolescentes. A proximidade das armas contribui ainda mais para uma cultura masculina que naturaliza a resolução de conflitos na base do tiro. Um ex-traficante contou que era o "frente" da favela. Um garoto da boca foi pra rua e voltou com uma "twister", um tipo de moto. O frente pediu para dar uma volta, o garoto que trouxe a moto não deixou, disse que ele que roubou, a twister era dele. O "frente" disse: "tu tá pensando que tá falando com quem?" E disso desenvolveu-se uma disputa de "autoridade" que teria sido resolvida à bala se o garoto não tivesse cedido a moto. Típica briga de adolescentes. De fato, Alba Zaluar, nos primeiros estudos sobre os grupos armados - gangues, quadrilhas e galeras - chama atenção para este fato. Mas nas condições atuais, de crise e desorganização das bocas de fumo, há uma radicalização das decisões tomadas na base de disputas insanas e um aprofundamento da cultura da morte. Eu pessoalmente estou convencida que boa parte das "invasões" e tentativas de "tomadas" de territórios entre facções ou em confrontos com a polícia, que provocam tiroteios toda hora, mortes, perdas de armas, munições, dinheiro e drogas para os grupos... isso tem muito pouco de racionalidade econômica. O que predomina é uma lógica de gangue.

E as milícias, também reagem na base do tiro?
Silvia Ramos - Essa foi também a reação inicial das milícias quando finalmente a polícia resolveu combatê-las, no início do governo Sergio Cabral: jogaram bombas em delegacias, ameaçaram autoridades, executaram policiais, aumentaram as mortes. Mas passados quase três anos, tudo indica que vários grupos de milícia respondem com maior racionalidade econômica às investidas da polícia e tendem a se tornar menos visíveis no território, menos ostensivos e mais silenciosos, para manter a venda de sinal de televisão, gás, participação no transporte etc. O fenômeno é relativamente novo e não é possível ainda definir uma tendência definitiva, mas parece que a incapacidade dos grupos do tráfico de adaptar a venda das drogas no varejo a um modelo que não dependa do controle territorial armado - modelos que predominam em todas as outras cidades do Brasil - será uma das causas de sua decadência em várias favelas do Rio.
Fonte: UOL.

December 21, 2009 | 10:56 AM Comments  0 comments

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Conferência inicia construção do plano decenal de políticas infanto-juvenis

Teve início na segunda (7) e segue até esta quinta (10), a 8ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, em Brasília, Distrito Federal. O evento tem como principal finalidade construir as diretrizes para a política nacional de promoção, proteção e defesa dos direitos infanto-juvenis que serão aplicadas durante o próximo decênio. Por isso, o tema escolhido para guiar as discussões foi "Construindo as Diretrizes da Política e do Plano Decenal".

A 8ª Conferência foi precedida desde o início do ano por conferências municipais e estaduais, como preparação da etapa nacional. Nesses eventos foram realizados diagnósticos das realidades locais e debates sobre as estratégias de promoção e defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes.

Cerca de 1.800 delegados estão na capital federal para representar todas as regiões do país. Considerável parcela, cerca de 600, são crianças e adolescentes que estão acompanhando de perto e contribuindo com as decisões diretamente relacionadas a elas.

"A participação das crianças e dos adolescentes já é um posicionamento adotado pelo Conanda há algum tempo. Não adianta pensar políticas para este público sem que eles estejam presentes. A conferência é deles, então nada mais justo do que eles estarem presentes para propor o que acham melhor. Este é o grande momento do protagonismo juvenil", afirma Fábio Feitosa, vice-presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda)

A 8ª Conferência é conduzida por cinco eixos temáticos: Promoção e Universalização de Direitos em um Contexto de Desigualdades; Proteção e Defesa no Enfrentamento das Violações de Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes; Fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos; Participação de Crianças e Adolescente em Espaços de Construção da Cidadania; Gestão da Política.

"Após a reflexão sobre os cinco eixos, em trabalho de grupo, sistematizaremos as propostas que vieram das conferências municipais e estaduais para começar a aprovação das diretrizes. Feito isso, as diretrizes voltarão para os municípios para uma consulta pública. Em abril, realizaremos uma plenária com todos os Conselhos Nacionais para aprovarmos as políticas e em julho pretendemos entregá-las aos presidenciáveis. Queremos afirmar que nosso país tem planos para suas crianças e adolescentes", diz Fábio.

Cidade de Direitos

A 8º Conferência Nacional montou em uma área com mais de três mil metros quadrados uma cidade onde estão presentes os principais órgãos de promoção e garantia dos direitos infanto-juvenis. Neste espaço, é possível interagir com as autoridades locais, como juízes, promotores e prefeito. A previsão é de que cerca de 8 mil crianças e adolescentes passem pelo local durante os quatro dias. "A Cidade de Direitos é o diferencial da Conferência. Ela servirá para que as crianças e os adolescentes tenham mais clareza dos seus direitos e do seu protagonismo", encerra Fábio Feitosa.

Fonte: Adital

December 11, 2009 | 8:50 AM Comments  0 comments

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Parlamentares Ibero-americanos discutem juventude

Um grupo de parlamentares Ibero-americanos, especialistas em legislação voltada para a juventude, estão reunidos em Brasília para troca de experiências sobre a temática juvenil. É o 2º Encontro Ibero-Americano de Parlamentares pela Juventude, que segue até sexta-feira, 11, e conta com a participação do secretário Nacional de Juventude, Beto Cury na abertura e com o presidente do Conselho Nacional de Juventude, David Barros, na sexta-feira , na oficina “A voz dos jovens ibero-americanos”.

O evento é uma parceria entre a Organização Ibero-americana de Juventude (OIJ) e a Secretaria Nacional de Juventude. O assessor para cooperação internacional da Secretaria Nacional de Juventude, Carlos Odas, explicou que, no momento em que o Brasil lança as bases para a elevação da política pública de juventude à categoria de política de Estado, é muito importante trocar experiências e conhecer a legislação voltada para os jovens existente em outros países.

"A presença desses parlamentares com vasto conhecimento em leis para a juventude será uma ótima oportunidade para a Secretaria conhecer também um pouco mais sobre a Convenção Ibero-americana voltada para os jovens", comentou

Segundo o diretor do Escritório Regional do Cone Sul, Alejo Ramirez, o evento é fundamental para que os parlamentares participantes tomem conhecimento do conteúdo da Convenção Ibero-americana, o primeiro Tratado de Direitos Humanos voltado para a juventude e assinado em 2005, na Espanha.

Ramirez destaca ainda a importância de o evento acontecer no Brasil, pois o país, segundo ele, se destaca mundialmente devido a um conjunto de ações voltadas para a juventude como o programa Projovem, a I Conferência Nacional de Juventude, o Estatuto da Juventude e o Conjuve.

"O encontro vai reunir grandes experts na temática da juventude. Além dos legisladores, teremos pesquisadores, funcionários do executivo, representantes de Ongs e de organismos internacionais. Todos com um objetivo comum criar políticas públicas sólidas e reais voltadas para os jovens", comentou.

Segundo a OIJ, na última década houve um avanço institucional notório em matéria de juventude nos países ibero-americanos. Assim, junto com a criação e fortalecimento de organismos oficiais de juventude, se tem desenvolvido planos e programas orientados a melhorar a situação dos jovens da região.

Este impulso relativo ao tema de juventude ganhou um reforço por meio da realização da XVIII Cúpula de Chefes de Estado e de Governo (San Salvador, 2008), cuja declaração final estabeleceu, entre outros acordos, reconhecer o papel do Estado no estabelecimento de políticas públicas destinadas a melhorar a qualidade de vida das pessoas jovens e a lograr sociedades mais inclusivas, justas e solidárias em nossos países.

Nesse sentido, a OIJ acha importante abrir com outros países espaços de reflexão, diálogo e intercâmbio de experiências em torno do tema de legislação com incidência na população de jovens e, por essa razão, ela participa do II Encontro Ibero-Americano de Parlamentares pela Juventude.

Mais informações: (61) 3411 3568

Fonte: Juventude.gov.br

December 11, 2009 | 8:49 AM Comments  0 comments

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Parceria do UNODC Brasil com IAA foca em desenvolvimento para jovens

Tirar o jovem da condição de vulnerabilidade social e dar a ele a oportunidade de exercer seu protagonismo, no meio em que vive. Esta é a proposta do programa "Segurança Cidadã: prevenindo a violência e fortalecendo a cidadania com foco em crianças, adolescentes e jovens em condições vulneráveis em comunidades brasileiras".

A iniciativa foi pensada pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) Brasil, em parceria com mais cinco agências das Nações Unidas, e deve começar atividades no início do próximo ano em três municípios brasileiros, que serão escolhidos através de um edital de seleção.

Os gestores municipais deverão mostrar interesse em participar do programa e inscrever um projeto voltado aos jovens com idade entre 10 e 24 anos. "As propostas devem apresentar sustentabilidade para que possa continuar mesmo após o final do projeto, que tem duração de três anos", explica Amanda Rezende, Ponto Focal de Juventude do UNODC Brasil.

O objetivo é o de promover a cidadania e os direitos humanos destes jovens, estimulando-os a desenvolverem suas metas de vida e fazendo-os exercer seu protagonismo. Com essas ações, o intuito é reduzir a violência que afeta a juventude em situação vulnerável, seja por sofrer violência doméstica ou por envolvimento com o tráfico de drogas, ou ainda que esteja fora da escola.

Para fazer parte dessa iniciativa foi feita uma parceria do UNODC Brasil com o International Award Association (IAA), um programa de autodesenvolvimento focado em jovens. A parceria foi firmada no final do mês de outubro, em Sydney, na Austrália.

IAA

O IAA foi fundado em 1956 no Reino Unido e já se espalhou para mais de 120 países. Ao todo, mais de 6 milhões de jovens em todo o mundo já foram premiados e beneficiados pelo programa da instituição.

Amanda explica que a metodologia utilizada pelo IAA é bastante flexível e tem o objetivo de estimular o empoderamento juvenil. As atividades abordarão as temáticas centrais tratadas pelo UNODC que são: drogas, violência e HIV Aids.

Durante o programa os jovens devem cumprir, entre outras ações, trabalhos voluntários dentro da própria comunidade onde vivem. "A ideia é que os jovens se envolvam em atividades voluntárias, atividades esportivas e jornadas de aventura", informa a representante do UNODC.

Segundo Amanda, a expectativa é de que o projeto atenda 900 jovens nos três municípios, durante os três anos em que o programa atuará. "É importante reforçar a importância do empoderamento juvenil. Nos últimos anos tem havido consciência por parte da população que os trabalhos com jovens são ações que mudam o futuro

Fonte: Assessoria Onda Jovem

December 11, 2009 | 8:48 AM Comments  0 comments

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33 mil jovens deverão ser assassinados no Brasil entre 2006 e 2012, diz Unicef
Translations available in: Portuguese (original) | French | Spanish | Italian | German | English | Swedish | Russian | Dutch | Arabic

33 a thousand young will have to be assassinated in Brazil between 2006 and 2012, say Unicef
Automatically translated into English thanks to WorldLingo
More than 33,5 a thousand young of 12 the 18 years will have to lose the life for homicide between 2006 and 2012, case the indices of violence in the country do not get excited in the next years. The Index of Homicides in Adolescência (IHA), research carried through in set for the Special Secretariat of the Human Rights of the Presidency of the Republic, Deep of United Nations for Infancy (Unicef) and the organization not governmental Astroroof of Slum quarters, was divulged in this tuesday (21).

In accordance with the survey, the average of adolescents assassinated in Brazil before completing 19 years is of 2,03 for each group of a thousand. The number is considered raised, since, according to organizadores of the research, a not violent society would have to present values next to zero.

The index discloses the risk of mortality for murder between young Brazilians and esteem how many adolescent with at least 12 years they will be victims of homicide before completing 19 years. For the survey, they had been collected given of 2006 on murders of adolescents in 267 cities with more than 100 a thousand inhabitants.
Ranking for region
the survey discloses disparity enters the security conditions in the different regions of the country. In 34% of the searched cities, the IHA was inferior to an adolescent assassinated for each group of a thousand, while about 22% of the cities the three young deceased had gotten superior values.
Others 7% of the cities, however, had pulled the index for top, for presenting superior values five adolescents assassinated for each a thousand.

The resulted city with the worse one is Estuary of Iguaçu (PR), where the IHA is of 9,7. The estimate is of that 443 young with less than 19 years is assassinated in this city between 2006 and 2012.
In according to place, he is Governador Valadares (MG), with an index of 8,5 young deceased for each a thousand. Between the capitals, Maceió and Recife lead ranking of homicides between adolescents, both with a average of 6,0 young deceased for each a thousand. Rio De Janeiro appears with index of 4,9.
Groups of risk
the research discloses despite the probability of being homicide victim is almost 12 times bigger for men. Sample also that the black population is the one that more suffers with the violence. The risk of a young black to die assassinated is 2,6 times bigger in relation to a white.
Currently, the homicides represent 45% of the causes of death between the adolescents. According to survey, the murder risk is bigger for the etária band of 19 the 24 years, and decreases from then on.

Most of the homicides occurs for firearm, what, according to report, strengthens the importance of the control of armament in the politics of reduction of the violence.

July 21, 2009 | 3:16 PM Comments  0 comments

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